Manel Cruz

Poucas figuras da história da música portuguesa se aproximarão do emblemático Manel Cruz. Se lhe é atribuído o cunho de ser um dos mais naturais contadores de estórias, também detém a patente de fazer das tripas coração desde o início da sua carreira, já desde os tempos de Ornatos Violeta e de quando o seu nome saía naturalmente das bocas do Mundo. Foram várias as paragens que se foi obrigando a fazer para assentar os pés e calcar a terra. Algumas delas foram em Pluto, no lugar errático dos Super Nada e, finalmente, no projeto enigmático que foi Foge Foge Bandido, mostrando recortes, vozes e memórias da viagem – desta vez a solo – que havia feito nos últimos 10 anos. Recarregar energias foi em Estação de Serviço, projeto com que se apresentou em 2015, com melodias que já sabíamos de cor e novas lengalengas e frases soltas que ficámos com vontade de memorizar. Não é certo qual será a próxima estação em que Manel Cruz sairá. Mas sabemos, ainda assim, que será uma inesquecível, tal como a viagem até agora.

“Cruz apresentou algumas das canções mais cativantes e imprevisíveis que ouvi durante todo o fim-de-semana.”

Pitchfork sobre Estação de Serviço, NOS Primavera Sound

“Estação de Serviço funciona também como uma investigação de Manel Cruz, em que temas antigos e alguns novos, são testados na sua visão daquilo que poderiam ser serviços quase mínimos em termos de arranjos.”

Público

Manel Cruz – ovo

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